ENSINAMOS A PROGRAMAR DA FORMA QUE APRENDEMOS? UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE COMO OS PROFESSORES DO IFPE APRENDERAM A PROGRAMAR E COMO ELES ENSINAM
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Data
2021-12-22Autor
Lima, Allan Diego Silva
http://lattes.cnpq.br/9459314439932852
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O acesso ao ensino da programação de computadores, por meio de cursos da área de Tecnologia da Informação (TI), era historicamente monopolizado pela classe média. Assim, as aulas empregavam metodologias de ensino a partir de prerrogativas típicas do perfil dos seus estudantes. Contudo, a partir da expansão do ensino federal, em meados dos anos 2000 e da Lei de Cotas (nº 12.711) de 2012, ocorre um processo de democratização do acesso aos cursos de TI e, consequentemente, alterando o perfil dos seus estudantes. Assim, as prerrogativas de um típico estudante de classe média (como dedicação parte do tempo livre aos estudos, estrutura com espaço para estudos e computador em suas casas, além da familiaridade com os conceitos da matemática e da língua inglesa) não podem mais ser consideradas no ensino da programação. Dado o contexto, este estudo investiga se os processos de ensino-aprendizagem da programação de computadores utilizados pelos docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) possuem uma relação direta com os processos adotados pelos professores desses docentes em suas formações. Para tal, foi aplicada uma metodologia qualitativa que envolvia desde análise dos projetos pedagógicos dos cursos de TI do IFPE e entrevistas semi-estruturadas com cinco professores de componentes curriculares de introdução à programação no IFPE. Após a análise do material coletado foi possível encontrar evidências de que o ensino de programação no IFPE possui uma relação entre a forma que os professores aprenderam e a metodologia que aplicam em suas aulas. Este resultado ressalta a importância da discussão sobre o ensino e adaptação dos processos de ensino-aprendizagem da programação de computadores para o perfil dos estudantes do IFPE. Especialmente sob a ótica das virtudes e limitações dos estudantes, buscando produzir uma educação cidadã e inclusiva, preparando-os para o mundo do trabalho e capaz de minimizar índices de evasão e retenção.
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