Cozinha ancestral, identidade e resistência: o papel da mulher negra na cultura alimentar afro-diaspórica no Brasil

Visualizar/ Abrir
Data
2026-01-15Autor
Lima, Gisele Estevão de
http://lattes.cnpq.br/6924441084426912
Metadata
Mostrar registro completoResumo
A alimentação ultrapassa sua função biológica, configurando-se como prática cultural dotada de significados simbólicos, sociais e identitários. No contexto brasileiro, a cozinha ancestral afro-diaspórica destaca-se como espaço de preservação da memória coletiva, resistência cultural e afirmação identitária, sobretudo no que se refere às contribuições africanas e indígenas. Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, os fundamentos históricos, culturais e sociais da cozinha ancestral afro-diaspórica, enfatizando o protagonismo das mulheres negras na construção da cultura alimentar brasileira. Fundamentado em autores da antropologia, da história, da sociologia e dos estudos culturais, o estudo evidencia que a alimentação atua como instrumento político de resistência frente às desigualdades estruturais, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à valorização desses saberes enquanto patrimônio cultural imaterial.
Collections
Os arquivos de licença a seguir estão associados a este item: