Análise do perfil clínico epidemiológico em uma maternidade de pequeno porte no Agreste Pernambucano
Data
2026-05-21Autor
Carvalho, Thayane Shaynna Menezes de
http://lattes.cnpq.br/3884621267842322
Coelho, Mariana Costa Lacerda
http://lattes.cnpq.br/3254732604845335
Metadata
Mostrar registro completoResumo
Objetivo: Analisar o perfil clínico epidemiológico em uma maternidade de pequeno porte
localizada no agreste pernambucano. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, realizado de
janeiro a março de 2026 em Pesqueira-PE. A coleta dos dados foi por meio da análise de
prontuários, com instrumento adaptado do “Nascer no Brasil II”. Os critérios de inclusão
consideraram prontuários de gestantes, parturientes e recém-nascidos com informações sobre
pré-natal, parto e complicações. Os critérios de exclusão compreenderam prontuários
duplicados ou com registros ilegível, pacientes não grávidas vítimas de violência sexual e
registros de transferências antes da conclusão do atendimento. No total do estudo foram
analisados 182 pacientes, na qual 77 assinaram o TCLE e 105 foram por registros de
transferências documentadas na instituição. Com isso os dados foram organizados no Google
Forms® e Google Sheets®, para uma análise descritiva. O projeto de pesquisa foi aprovado
pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer no 8.028.736.), respeitando as diretrizes da
Resolução CNS no 466/2012. Resultados: As variáveis sociodemográficas e gestacionais foram
analisadas e classificadas a fim de obter o perfil sociodemográfico e obstétrico das mulheres
participantes, as quais foram: 1- Caracterização das condições maternas e perfil social com
idade reprodutiva (51,65%), escolaridade 2° grau (46,75%), baixa renda (39,01%) e ausência
de vínculos conjugais (31,32%). 2- Caracterização do perfil de atendimento, relativo a grande
presença de primigestas (20,88%) que fazem o acompanhamento pré-natal adequado (50,65%).
3- Desfechos obstétricos, predomínio de cesarianas (72,73%), com complicações variadas e
idade gestacional a termo (71,17%), ao contato pele a pele (63,64%) e aleitamento na primeira
hora de vida (75,32%), e clampeamento do cordão imediato (33,77%). 4 - Transferências
(57,69%), elevado número de registros, tendo como principal motivo a ausência de equipe
disponível (52,38%). Além disso, constatou-se falta de registros em todos os tópicos analisados
no estudo. Conclusão: A investigação dos indicadores de saúde é fundamental para identificar
fragilidades e potencialidades nos serviços de saúde. Nesse contexto, a maternidade possui
capacidade compatível com a demanda e apresente desfechos satisfatórios, persistem desafios
estruturais, assistenciais e organizacionais que impactam a qualidade do cuidado. Torna-se
imprescindível, portanto, a qualificação dos registros em saúde, a ampliação da resolutividade
local e a implementação efetiva de práticas baseadas em evidências, visando a melhoria
contínua da assistência materno-infantil.