Maracatu e discurso: sentidos e identidade no maracatu de baque solto à luz da Teoria Social do Discurso de Fairclough
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Data
2026-05-11Autor
Silva, Klediane Carla de França e
http://lattes.cnpq.br/9072485916319550
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Neste trabalho, tratamos sobre o gênero Loas de Maracatu de Baque Solto na
perspectiva da Teoria Social do Discurso de Fairclough (2016) e estudiosos que
defendem a teoria na Análise de Discurso Crítica (Lira, Alves (2018);
Gonçalves-Segundo, 2018). Analisamos de que maneira a Loa pode auxiliar no
desenvolvimento de habilidades discursivas para a promoção do
desenvolvimento do lugar de fala na sociedade. Especificamente, este estudo
buscou investigar como a comunicação oral em interface com o gênero da
tradição oral loa de maracatu pode fomentar a concepção de linguagem como
ação; identificar até que ponto podemos conceber a produção de loas como
prática social para a promoção da mudança social, e analisar como a poesia
das loas de maracatu pode promover interações discursivas e o processo de
tessitura da identidade e resistência sociocultural de quem as produz. Como
opção metodológica, empregamos o prisma qualitativo/interpretativo de análise
de dados (Bardin, 2011). Realizamos a análise de dois protótipos de textos do
gênero loas, analisando-as nas dimensões da análise crítica de Fairclough, a
saber: textual, prática discursiva e prática social. Os resultados evidenciaram
que as loas se configuram como discursos contra hegemônicos que
ressignificam sentidos, resistem à invisibilização sócio-histórica e sua prática
social contribui para a transformação social ao articular memória, crítica e
identidade coletiva, e ao tencionar relações de poder e promover a tessitura de
identidades