Entre o batente e o grito: resistências possíveis no cotidiano do trabalhador em letras de canção
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Data
2025-12-18Autor
Melo, Jayne Barbosa de
https://lattes.cnpq.br/3919546536576027
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Este artigo analisa as letras das músicas “Rodo Cotidiano” (O Rappa), “Be Myself” (Charlie Brown Jr.) e “Stab” (Planet Hemp) como formas de resistência diante da alienação, do esgotamento e da opressão do cotidiano laboral. Considera-se a canção popular urbana uma linguagem literária que expressa experiências coletivas e críticas sociais. O objetivo é analisar como essas canções denunciam a lógica produtivista e constroem discursos de contestação. Especificamente, busca-se: investigar como os sujeitos líricos narram a insatisfação com a vida urbana; interpretar o desejo de autenticidade frente às pressões sociais; e refletir sobre a canção como crítica sociopolítica e forma de resistência cultural. O estudo fundamenta-se nos conceitos de literatura de resistência (Bosi 1992 e Gonçalves e Bonnici, 2005), literatura de testemunho e escrevivência (Seligman-Silva, 2005 e Silva Belo, 2020), articulando tais referenciais à análise textual e temática das letras, mas que também se expandem para o cotidiano em leituras contemporâneas, como as tratadas em Silva (2020). Conclui-se que essas composições atuam como dispositivos de contestação e elaboração simbólica da experiência do trabalhador urbano.
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