(R)existência, escrevivência e revolta em "Alma", conto de Itamar Vieira Júnior

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Data
2025-12-16Autor
Jhucyane Pires, Rodrigues
http://lattes.cnpq.br/6286344385652066
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Este artigo apresenta uma análise do conto “Alma” (2021), de autoria de Itamar Vieira Junior, sob a luz do conceito de resistência levantado por Bosi (2002) e, posteriormente, discutido por estudiosos pós-colonialistas e contracolonialistas. Observa-se que a literatura contemporânea brasileira vem demonstrando uma crescente produção de escritas engajadas ao viés político-social e racial do país, denunciando os problemas modernos e também trazendo às histórias coloniais uma perspectiva contracolonialista, que ressalta a luta e a resistência dos povos afrodescendentes e indígenas. Ademais, a pesquisa tem como objetivo principal identificar a presentificação da noção de resistência, nos moldes descritos acima, tendo como objeto o conto “Alma” (2021). Para isso, ter-se-á também como aporte teórico os estudos de Spivak (2010) sobre a problematização da representação do sujeito subalterno, Gonçalves e Bonnici (2005) para elucidar a construção do outro no discurso colonial, Evaristo (2015) para se pensar a noção de escrevivência, dentre outros nomes. Diante da análise, pode-se constatar que resistir, nos tempos atuais, tem a ver com reparação e, portanto, transborda para os níveis político, simbólico, cultural e social.
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