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3Pensemos aqui o conceito de “lugar de fala” a partir dos estudos da filósofa Djamila Ribeiro (2017),
que o compreende como o reconhecimento de que todo indivíduo ocupa um lugar social específico a
partir do qual fala. Não se trata de definir quem pode ou não falar sobre determinada temática, mas
de questionar a hierarquização dos saberes fundada na branquitude e em outras estruturas de poder.
Trata-se, acima de tudo, de uma postura ética comprometida com a construção de uma sociedade
menos desigual.
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| dc.description.resumo | Este artigo apresenta uma análise do conto “Alma” (2021), de autoria de Itamar Vieira Junior, sob a luz do conceito de resistência levantado por Bosi (2002) e, posteriormente, discutido por estudiosos pós-colonialistas e contracolonialistas. Observa-se que a literatura contemporânea brasileira vem demonstrando uma crescente produção de escritas engajadas ao viés político-social e racial do país, denunciando os problemas modernos e também trazendo às histórias coloniais uma perspectiva contracolonialista, que ressalta a luta e a resistência dos povos afrodescendentes e indígenas. Ademais, a pesquisa tem como objetivo principal identificar a presentificação da noção de resistência, nos moldes descritos acima, tendo como objeto o conto “Alma” (2021). Para isso, ter-se-á também como aporte teórico os estudos de Spivak (2010) sobre a problematização da representação do sujeito subalterno, Gonçalves e Bonnici (2005) para elucidar a construção do outro no discurso colonial, Evaristo (2015) para se pensar a noção de escrevivência, dentre outros nomes. Diante da análise, pode-se constatar que resistir, nos tempos atuais, tem a ver com reparação e, portanto, transborda para os níveis político, simbólico, cultural e social. | pt_BR |